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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Xamã


A palavra xamã significa, no dialeto dos povos Tungus da Sibéria, homem inspirado pelos espíritos, dotado de habilidades físicas, psíquicas e espirituais. Ser um Xamã talvez seja uma maneira distinta de contemplar e bailar a dança da Vida. Como relata, em um artigo, Ana Paula Andrade do Clã Filhas de Lua: “Acredito que todos nós somos potencialmente xamãs, basta que despertemos." E segue:
“Para os xamãs, toda doença começa com uma energia negativa, que pode ser desde pensamentos até sentimentos como ódio, raiva ou inveja. Por isso, as palavras, assim como as atitudes, são fundamentais no processo de adoecer ou curar-se.
Medicina, segundo as tradições nativas, é tudo aquilo que cura o corpo, a mente e o espírito. Para nós, Clã do Filhas da Lua e Clã Lobos do Sul, ninguém cura o outro, a cura está dentro de cada um. O xamã pode ser apenas um facilitador para que o indivíduo alcance sua cura, mas se ele mesmo não caminhar em busca dela, não terá como alcançá-la.
Somos guardiões da Terra, homens e mulheres que trilham o caminho do xamanismo, em suas muitas trilhas diferentes, mas todas no mesmo embasamento: somos partes da natureza e é dela que vem nossa força e sustento.”
Vejo o xamã como um homem que busca compreender os princípios do céu e suas forças celestes e da terra e suas forças telúricas, não esquecento que está com os pés enraizados na experiência de trilhar por este mundo e ao mesmo tempo com a cabeça voltada às estrelas e possibilidades de outros mundos, muitas vezes invisíveis aos olhos que ainda não despertaram. Quando me refiro a outros mundos não falo unicamente de jornadas, expansão a outros níveis de consciência e viagens astrais (como em algumas filosofias), mas ao fato, deste Ser observar tudo com olhos observantes, como quem tenta entender as relações existentes em cada movimento do vento, das plantas, dos animais, das pessoas e se conectar aos acontecimentos como forma de adquirir conhecimento, sem ajuizar e no fluxo da vida, como um surfista que se deixa levar pela onda, sem perder o foco ...mantendo o equilíbrio evitando ser arrastado para a margem novamente. Um xamã não é quem faz magia, mas quem vislumbra a magia da vida e a vive de forma plena.
Não se trata somente de ritos e cerimônias – os quais nos religam com esta perspectiva – afinal de contas, a vida já nos proporciona ritos naturais, mas nossos olhos estão fechados demais e não vemos, o por do sol já é por si só, uma viajem cósmica, mas estamos ocupados demais para seguir com ele, assim, somos limitados por nós mesmos.
O Xamã busca todos os dias desfazer as amarras da ilusão e se proporcionar encarar o mundo como um guerreiro, rumo a mais uma jornada na senda do Grande Mistério, buscando as si mesmo em cada ser, em cada relação, em cada palavra pensada ou dita... percebendo que é essencial se conhecer e conhecer o seu desígnio para se reconhecer como uno com o universo.


Rafael Dusik – Clã Lobos do Sul

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mito Chinês da Criação


Embora associa-se o xamanismo as tradições de indígenas no principio os povos asiáticos, africanos, europeus, tinham seu curadores e senhores que traçavam sua jornada em outros mundos assim a semelhança entre os mitos, lendas e estruturas filosóficas, como a criação do mundo.
Há muitos anos, quando não havia nada, o universo era como um ovo gigante, onde dormia Pan Gu. Depois de 18 mil anos de gestação ele acordou e não gostou de toda escuridão a sua volta, pois não podia ver nada. Então brandiu seu possante braço contra a escuridão e ovo se quebrou. Houve a divisão dos elementos: os mais leves subiram formando o céu e os mais pesados desceram formando a terra.Pan Gu respirou com prazer , mas temeu que céu e terra se unissem novamente.Assim , ele resolveu sustentar o céu com seus braços e empurrar a terra com seus pés. Nesse meio tempo, seu corpo cresceu 3 metros por dia. E por 18 mil anos assim foi até que o céu estivesse a alturas colossais e a terra se tornado compacta. E Pan Gu estava com 45 mil Km de altura (segundo a maioria das fontes históricas).
Ele agora era um gigante mas estava exausto de tanto esforço. Imaginou que poderia criar um mundo sobre o qual pairassem sol e lua, revestido por montanhas, rios e uma grande variedade de seres. Mas sua morte prematura (por motivos ignorados, mas que se conclui ser por exaustão de tamaho esforço de separação) o impediu de realizar seu intento. Mas antes de seu último suspiro conseguiu tranformar pertes de seu corpo: seu hálito tornou-se a brisa,as nuvens e o nevoeiro ; a sua voz, o estrondo dos trovões ; seu olho esquerdo virou o sol e o direito a lua ; os cabelos e bigodes viraram as estrelas ; o tronco e seus 4 membros (braços e pernas) tornaram-se cinco montanhas maciças, sendo que 4 delas marcavamas extremidades norte ,sul, leste e oeste do planeta e a quinta marcava o centro do universo.Seus músculos tornaram-se terras férteis ; seus dentes, ossos e tutano, pérolas, jade e recursos minerais ; seus pêlos, a relva e as árvores ; seu suor, a chuva e a garoa .
Assim , o antepassado em comum da raça humana é Pan Gu, e explicaria por que a humanidade é capaz de controlar "tudo quanto existe na superfície da terra".
A história de Pan Gu possui algumas variações e numa delas, são sua pulgas que se transformam na humanidade.Em outra,ele sai pelo mundo acompanhado de 4 animais altamente simbólicos para os chineses : Dragão, chefe das criaturas escamosas;Tartaruga, que comanda as criaturas com casca;Fênix, a mais importante das criaturas com penas;Unicórnio, chefe de todos os animais que possuem pêlo. Esse quarteto é sua única companhia nos dias que antecedem sua morte.
{Do livro "A Extraordinária História da China' , de Sérgio Pereira Couto. mito de criação, sobre Pan Gu (P'an-Ku)}.

domingo, 7 de fevereiro de 2010


No ultimo final de semana do Forum Social Mundial o Grande Mistério e a sincronicidade me proporcionaram o prazer de participar de uma oficina de tendas com Marcos "Mandala" no parque Galvane Guedes em Esteio/RS, onde foram construidas três tendas de diferentes culturas que juntas formam o simbolo da bandeira do movimento mundial pela paz.

Foi especial para mim por estar em Esteio, por ver Irmão da ultima aldeia da paz em Porto Alegre, por ver amigos participando e por ser um passo a novas atividades do clã lobos do sul e Clã filhas da Lua junto a o que imaginamos ser uma novo ponto de encontro para aqueles que são inspirados pela atitude de paz que começa internamente em nossos corações.