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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Lenda da Pantera e do Dragão


Contam as lendas xamânicas orientais que existia um Dragão mau que assolava a floresta, seu único objetivo era a destruição da natureza, este Dragão, temia a Pantera, pois esta tinha o hálito tão doce que a simples abertura de sua boca poderia destruir o Dragão, mas ele sabia que a Pantera, após comer, dormia três dias seguidos, e assim nossa lenda se inicia...


Os seres da floresta amavam a Pantera, pois ela era a única a defende-los do Dragão, seu olhar era tão poderoso, que ao caçar, ela abaixava seus olhos, para que sua presa, que praticamente se oferecia como alimento, não tivesse o espírito destruído, tamanho o poder de seu olhar!

Num certo dia, após se alimentar, ela saltou por entre as montanhas e penetrou em uma das grutas para dormir, lá, a Pantera descansava e sonhava com as estrelas...

O Dragão, sabendo disso, iniciou sua empreitada de destruição. Contam as lendas que ele era um espírito revoltado, pois que lhe foi dito que a natureza não foi criada para servi-lo, isto o inundou de ódio pela floresta.

O Dragão sobrevoou a floresta e vomitou seu veneno pútrido nas árvores, que definhavam gritando como só as árvores sabem gritar. O veneno escorria pelas montanhas e vales, queimava tudo o que era vivo. As Serpentes, grandes alquimistas, não conseguiam transmutar todo o veneno que o Dragão, incessantemente vomitava, e este continuava sua destruição.

O grande guerreiro Tigre enfiou suas garras no veneno, seus esforços eram inúteis, mas era só o que ele podia e sabia fazer para defender a selva. Os Lobos corriam em desespero tentando esconder seus filhotes e uivavam em súplicas ao Céu, para que algo os ajudasse, os Ursos choravam, os Peixes recitavam encantamentos, que não davam conta da demanda de veneno, os animais reuniam-se resignados e suas lágrimas acalentavam a Terra, mas esta sabia que iria ser aniquilada.

Um pequeno Rouxinol, triste e ferido, vendo tudo isso, se afastou até as montanhas e começou seu canto triste:

"Sou a luz que se apaga. Meu canto e o da selva são os mesmos. Triste o fim de minha mãe. Triste o fim de minha amada. Mama Selva se vai. Mama Selva se vai. A pantera não mais fluirá pelas sombras. Não mais..."

Ele não sabia, mas atrás de si, abria-se a gruta na qual havia uma cova, aonde adormecera a Pantera, e ao ouvir seu nome, esta se levantou de um salto: - O que esta havendo? Quem canta uma melodia tão triste na entrada da gruta?

O Rouxinol, ouvindo um brado tão conhecido e sentindo o doce hálito da Pantera mudou o tom da melodia, e sem titubear cantou a crueldade do Dragão, e as glórias de lutas antigas, e o que estava acontecendo.

A Pantera urrou de raiva, seu sangue felino ferveu sob o manto negro como o infinito que era sua pele, o brado de sua intenção foi dado: - Morte, morte é o que o vento sussurra nos tímpanos do Dragão!!!! Que meu hálito chegue até suas narinas!!!!

Pedindo ajuda à grande Águia mensageira, ela foi carregada ao encontro do Dragão, que já havia sentido o aroma de seu hálito e tentava fugir, mas de um salto a Pantera fincou as garras em seu pescoço, da onde jorrou o sangue grosso e pegajoso do Dragão. Arrebentando-se no solo da floresta o Dragão implorou à Pantera que não o matasse, ele chorou e soluçou, mas seu olhar era o mesmo... A Pantera em dúvida, parou um instante, tempo suficiente para o Dragão fugir...

Indignada, a Pantera consultou a grande Phiton; a Cobra; que pelo seu oráculo, foi dito aonde foi se esconder o Dragão: - No coração dos Homens. disse a Sacerdotisa.

A Pantera, mais uma vez, urrou, e urrou muito forte, tanto que o Céu inteiro foi atraído, e disse a Pantera: - Faça amor comigo, e terá a solução... Foi o que a Pantera fez, e imediatamente ela ficou grávida, e o Céu lhe disse: - Tenha os seus filhos aonde moram os homens.

Com a ajuda da Águia, a Pantera pariu sobre as cidades, e um fenômeno ocorreu; de seu ventre, milhares de luzes cintilantes com as cores do arco-íris saíram, flutuando. Em sua mente, a Pantera ouviu a voz do Céu: - Estes são seus filhos, nasceram como homens e mulheres, mas suas almas serão a mesma que a tua, eles continuarão a sua luta, sob sua proteção; para o trabalho para qual nasceram. Não serão muitos, mas serão poderosos, serão sutis como o movimento da Lua, brilhantes como o Sol, alegres como o som das águas correntes, firmes como as árvores, buscarão a liberdade e amarão a noite, pois ela irá lembrar-lhes a sua cor, se sentirão bem durante o dia, pois este lhe parecerá o seu olhar, fluirão como seu corpo durante a caça, "serão chamados de Guerreiros, Xamãs, loucos... Mas terão, no coração, as marcas da tua garra..."

(por André Panizzi "Gavião-Real" / Membro-fundador do Clã Lobos do Cerrado)


domingo, 1 de agosto de 2010

...Outro convite aos Homens!!!


“Sentar em círculo em um conselho é sentir-se parte de algo ancestral; compartilhar com outros homens é tornar-se mais sábio; encarar suas sombras é desenvolver o próprio poder e responsabilidade; reconhecer no outro o espelho de tua alma é curar-se... e observar tudo isso como mais um passo na jornada da vida é trazer ao olhar o brilho eterno do coração”. (Rafael Dusik)

Domingo, 8 de Agosto de 2010
Horário: 18h as 21h

Local: Espaço Rapa Nuy Rua Delfino Riet, 116 - St° Antonio
Porto Alegre/RS - Contato: (51) 32352124

Valor: R$ 30,00

***CONFIRMAR PRESENÇA***

Maiores informações:
email: rafaeldusik@gmail.com
http://clalobosdosul.blogspot.com
(51) 92453371 / 98210643

Sabedoria Anscestral

"Eu sou o vento que viaja de uma direção para outra, carregando e distribuindo as sementes da vida. Feito a neve, as minhas sementes desaparecem na terra reaparecendo sob uma nova forma.

Eu sou o grito do recém nascido que sente a primeira dor da separação.

Eu sou o grito de toda a vida que alcança o mistério da verdadeira consciência.

Eu sou o eterno. Agora da criação, eu Sou o Espaço através do qual viaja o tempo. Através de mim você experimenta os dons da reflexão, esperança, sabedoria e assim você poderá conhecer a si mesmo.

Conhecer-se como Criador e criatura, menor que um grão de poeira e tão grande quanto o Deus que você louva."

Chefe Archie Fire Lame Deer


Cerimônia Xamânica com a Chanupa Sagrada


Horário: 20h (O portão fecha às20h10min - Seja pontual!)
Local: Espaço Rapa Nuy Rua Delfino Riet, 116 - Santo Antônio
Porto Alegre/RS (51) 32352124

Contribuição: R$ 10,00

Informações: clafilhasdalua@gmail.com
(51) 98210643 / 32352124


Obs.: Vagas limitadas devido ao espaço físico, por favor, confirme sua presença com antecedência. É essencial iniciarmos e encerrarmos a Cerimônia todos juntos; a atividade se estende até as 23h.