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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Oceano de Amor

O AMOR é como o oceano. Estamos imersos em um oceano de amor, esta força que permeia e sustenta tudo. Durante a maior parte de nossas vidas não percebemos que estamos envoltos por esta força, assim como o peixe não percebe que a imensidão de água que existe a sua volta. Mas quando a água falta para o peixe surge o sufocamento, a perda de identidade com o seu próprio mundo e com tudo a que estava conectado, quando nos falta o amor também nos sentimos assim.

Como a água que é gélida ao extremo da terra, quando nos distanciamos do amor ele se torna frio e embora ainda seja uma expressão de amor mostra o seu rigor. Então buscamos retornar ao nosso centro em busca do aconchego terno do amor e como no planeta em que as águas mornas e ternas estão no centro.

O amor e o mar se manifestam de muitas maneiras e nunca deixam de ser o que são. Em alguns momentos se apresentam profundo e misterioso em outros, superficial e claro. Em alguns lugares calmo e plácido refletindo o céu, em outros lugares agitado e inconstante movendo tudo o que toca.

Por muitos motivos as águas se tornam turvas, alguns são naturais. Mas é pela ação do homem que se torna poluída. E são nossos sentimento e emoções inadequados que tornam o amor turvo e “poluído”. Da mesma forma nossos pensamentos e sentimentos de inveja, rancor, raiva, tristeza, orgulho e tantos outros, tornam a nossa percepção do amor turva e poluída.

A força das águas tem o poder de devastar tudo, invadindo as terras, irrompendo florestas, esculpindo rochas e encostas. O amor também é capaz de dissolver o protótipo que criamos de nós mesmos, de invadir o ego e devastar a obscuridade, de arrastar para longe aquilo que já não necessitamos e que nos afasta de nosso propósito de vida.

A beleza do oceano está em seu mistério, em suas infinitas formas, cores, sons... no entanto, a beleza do amor está no SENTIR. Uma maneira é acreditar nele, pois sua manifestação acontece através do crer. Quando nos deixamos levar pela Fé podemos senti-lo, toca-lo, vê-lo, escuta-lo. E fluir na sincronicidade da vida sem nos perdermos de nosso desígnio, despertando a capacidade de levar sorrisos aos lábios, de tocar o coração, de colorir as emoções e espalhar o aroma da alegria. Como o poderoso sorriso de um bebê que contagia tudo a sua volta pelo simples fato de sorrir.

No mar não há ressentimento, há movimento. Quando perdoamos estamos aprendendo o movimento das marés e das ondas, sendo um canal por onde o amor flui. Perdão sincero e integro, cheio de aprendizado e impulsionado pelo coração. Perdoar é uma dádiva, é um caminho pelo qual o amor percorre de dentro para fora e de fora para dentro.

Como o perdão, o reconhecimento é uma forma de amar. Então reconhecer que tudo isso é amor é reconhecer que o AMOR é muito mais que tudo isso. (Rafael Dusik)